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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

REFENO 2013


REFENO 2013






                   Depois de 15 dias no Cabanga, chegou a tão esperada hora da largada da REFENO 2013.
Na madrugada de sábado exatamente às 03:30 da manhã saímos do Cabanga e fundeamos próximo ao PIC (Pernambuco Iate Clube) para terminar a noite.


         Pela manhã acordamos bem cedo e depois do café, demos uma última arrumada no barco, enquanto isso o Léo foi em terra para saber se era possível almoçar às 10:30 ali no PIC. O Léo retornou com a notícia que era sim possível almoçar bem mais cedo e que o restaurante começaria a fazer os pedidos depois das 10:00. Com isso decidimos almoçar no PIC e diminuir uma refeição a bordo.
             Nosso almoço foi espetacular, de entrada uns camarões ao alho e óleo e no prato principal filé com fritas.











            Logo depois do almoço voltamos para o barco, pois já eram 11:00 e nosso check-in estava previsto para às 12:00 e a nossa largada para ás 12:30.
             Logo que abriu o check-in entramos no local previsto, em fila indiana, para realizar o nosso e não demorou muito para sermos chamados pela comissão:
                      -   Intuição faça o check-in.
                      -   Intuição 4 tripulantes a bordo. 
                      - Ok, Check-in realizado. -Comissão

     

        Voltamos e ficamos no canal dentro da área de largada esperando o momento certo de seguir rumo a Noronha.


            Aqui vale uma ressalva: apesar das reuniões, todo ano tem comandante que não consegue fazer o que está previsto para a realização do check-in e tem de tudo.





          Bem, vamos para a Regata. Às 12:30 largamos para Noronha e logo na saída vimos que não daria para passar a boia norte sem ter que dar um bordo, pois o vento estava bem na cara. Ao aproximar da boia norte, o Intuição foi derivando com o vento fraco, com a maré para bombordo e notamos que tínhamos que dar um bordo.             Ao darmos o bordo e começarmos a ganhar velocidade, lá vinha o Magia do Torben, soltando fumaça pelo nariz e logo atrás o Marujos do Aratu.  Para não prejudicar os campeões, demos novo bordo para bombordo e  seguimos para a boia norte que estava a menos de uma milha. Mas de novo não conseguimos e tivemos que dar outro bordo para só depois conseguimos vencer a boia norte.





        Não estranhem tanto bordo, mas o vento estava fraco e na cara e a orça estava muito difícil. Vários barcos de 40 pés para cima sofreram para passar na boia norte.
      Depois de vencer a boia notamos que o vento também não estava legal, pois era um ENE e o rumo para Noronha estava numa orça bem apertada.



        Minha tripulação nesse momento estava muito bem com ressalva ao Wilson da raquete que com seus 76 anos deu uma boa mareada e ficou fora de serviço até a manhã seguinte, quando já estava totalmente recuperado tomando café sem qualquer problema




       A noite toda foi muito sofrida com relação ao vento e velocidade, pois o vento continuava muito fraco e a orça do mesmo jeito.  
           Pela manhã derivamos para bombordo da nossa rota umas 11 milhas e cheguei a pensar em ir direto para Cabedelo ou Natal, pois a velejada estava sofrida. Ouvimos no rádio muitos barcos ligando o motor, desistindo da regata e seguindo a motor para Noronha. Como eu estava muito longe de Noronha, se eu desistisse teria que seguir direto para Natal.



         Decidi então continuar no nosso ritmo lento e torcer para o vento mudar. Para nossa sorte o vento começou a melhorar no final da tarde de domingo e começamos a velejar melhor. Lentamente, começamos a voltar para o nosso rumo previsto, uma vez que estávamos 11 milhas fora dele. O mar também ajudou bastante, pois estava bem calmo.





          Com o passar das horas, o vento foi melhorando e nossa velocidade aumentando bastante e com isso deixando toda a tripulação bem animada. No almoço fui para a cozinha e preparei uma lasanha de frango que foi totalmente devorada pela tripulação.





           Na segunda tudo continuou as mil maravilhas e o Intuição já estava de volta ao seu rumo inicial e velejando muito bem rumo a Noronha. No almoço comemos um escondidinho de carne seca, acompanhado de uma linda cavala de uns 6 kg que o Odilon pegou pela manhã. Ela foi feita no forno com muito azeite, limão e alho, ficou uma delícia e ainda sobrou muito para ser consumida em Noronha.





        Tudo estava funcionando muito bem, a geladeira uma beleza, o piloto quando solicitado não reclamava de nada.
      Quanto ao piloto aqui uma ressalva ao Rogério de Recife, que presta serviços náuticos e que deu uma boa regulada e reinstalou o meu piloto deixando o mesmo perfeito, pois quando foi instalado em Salvador por outro profissional, deixou a desejar em alguns pontos. Pontos esses, que foram resolvidos pelo Rogério. Nosso agradecimento ao Rogério, profissional qualificado e muito honesto.



       A noite dessa segunda o nosso GPS de bordo já anunciava a chegada em Noronha para às 5 horas de terça e já notávamos pela posição de alguns barcos que não iriamos conseguir o Bi do tartaruga marinha.



       Ao amanhecer, já podíamos ver a silhueta da Ilha de Fernando de Noronha, aumentando e muito a vibração de todos a bordo, principalmente do Wilson que com seus 76 anos ia pela primeira vez para Noronha e ainda num barco a vela, demonstrando bastante energia.







         Ao chegarmos na Ponta da Sapata, fiz contato com a comissão de regata para informar que já estávamos chegando e às 05:13 horário local de Fernando de Noronha cruzamos a linha de chegada. Foi uma comemoração só a bordo do Intuição, pois essa REFENO de 2013 foi bem atípica, pelo menos até domingo a tarde quando as coisas começaram a melhorar.



Abraço a todos
Comandante Chagas






2 comentários:

  1. Brodinho...mais uma vez parabens por realizar essa maravilha que é chegar em Noronha e passar uns dias velejando e tomando aquela cerveja na praia do cachorro. abraços
    Rogerio

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  2. Fala meu amigo
    Sentimos sua falta na tripulação
    abraço
    Chagas

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