SEJA BEM VIINDO A BORDO DO INTUIÇÃO

SEJA BEM VINDO À BORDO DO VELEIRO INTUIÇÃO!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Fernando de Noronha


Fernando de Noronha é um arquipélago pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco, formado por 21 ilhas e ilhotas, ocupando uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a leste do estado do Rio Grande do Norte. Constitui um Distrito estadual de Pernambuco desde 1988, quando deixou de ser um território federal, cuja sigla era FN, e a capital era Vila dos Remédios. É gerida por um administrador-geral designado pelo governo do estado. A ilha principal tem 17 km² e fica a 545 km do Recife e a 360 km de Natal.
Após uma campanha liderada pelo ambientalista gaúcho José Truda Palazzo Jr., em 1988 a maior parte do arquipélago foi declarada Parque Nacional, com cerca de 8 km², para a proteção das espécies endêmicas lá existentes e da área de concentração dos golfinhos rotadores (Stenella longirostris), que se reúnem diariamente na Baía dos Golfinhos - o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta. O único núcleo de povoamento em Noronha é Vila dos Remédios, mas não é considerada capital por ser a ilha um distrito estadual. O parque nacional é hoje administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)

Controvérsia

Atualmente há controvérsias sobre a qual estado o arquipélago deveria pertencer. Considerando a localização geográfica, Fernando de Noronha está mais próximo ao estado do Rio Grande do Norte. Segundo o deputado Ismael Wanderley (PMDB-RN), que à época da criação da constituição de 1988 tentou aprovar uma emenda que anexava o arquipélago ao Rio Grande do Norte, este estado não teria à época um negócio turístico forte na época, por isso não conseguiu exercer influência suficiente para aprovar a emenda.[2]

[editar]História

Já chamada Fernão de Noronha[3], a ilha teria sido descoberta, provavelmente, por Gaspar de Lemos em 1500 ou por uma expedição da qualDuarte Leite erroneamente terá atribuído o comando a Fernão de Noronha, em 15011502. Porém, o primeiro a descrevê-la foi Américo Vespúcio, que tomou parte na expedição de Gonçalo Coelho.
A designação do arquipélago provém, no entanto, do nome do primeiro proprietário da capitania hereditária, após doação de D. Manuel I em16 de fevereiro de 1504 a Fernão de Noronha.
O arquipélago foi invadido algumas vezes, nomeadamente em 1534 por ingleses, de 1556 até 1612 por franceses, em 1628 e 1635 pelosholandeses, voltando ao controle português em 1700, para ser novamente conquistada pelos franceses em 1736 e definitivamente ocupada pelos portugueses em 1737.

Território Federal

Território Federal de Fernando de Noronha foi criado em 9 de fevereiro de 1942, desmembrado do estado de Pernambuco. A entidade administrativa durou 46 anos, sendo extinta em 5 de outubro de 1988 e reincorporada ao seu estado de origem. A capital do território era Vila dos Remédios.

[editar]Colônia prisional

Antes de se tornar o paraíso turístico e ecológico dos dias atuais, o arquipélago foi local de detenção de condenados enviados a cumprir pena no presídio ali existente, que funcionou de 17371942, sendo que de 1938 em diante apenas para presos políticos do Estado Novo.
Reportagem da revista O Cruzeiro, de 2 de agosto de 1930, descreve o presídio como fantasma infernal para esses proscritos da sociedade, que viviam completamente alheios ao que se passava no resto mundo, apesar de o Governo proporcionar aos presos uma vida saudável de trabalho e de conforto (Fonte: O Cruzeiro, ed. 2 de agosto de 1930).


Fotografia aérea da Praia do Sancho e do Morro Dois Irmãos.




Praia da Conceição, em destaque o Morro do Pico, o ponto mais alto de Fernando de Noronha com 321 metros.

FONTE:



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

MACEIO - RECIFE





              Passamos a terça-feira parados em Maceió e aproveitamos para limpar o barco e arrumar as coi sas. Estava tudo certo para a saída na quarta pela manhã para Recife. Em Maceió, apesar do pouco apoio que tem na praia, a presença do Sr Carlinhos é uma ajuda e tanto. Ninguém precisa se preocupar com água, gelo ou diesel; é só pedir ao Carlinhos que ele providencia tudo e no tempo certo. Carlinhos trabalha numa canoa fazendo o embarque e desembarque do pessoal dos veleiros das 05:00 da manhã até a hora que tiver pessoas para embarcar, sempre de forma incansável. Carlinhos é um bom exemplo de pessoas que, apesar das dificuldades da vida, está lá sempre firme e forte. Fica aqui nosso agradecimento e admiração ao Carlinhos.

              Na quart,a às 06:00, já estavamos velejando com ajuda do motor rumo a Recife. Por volta das 08:00, notamos que a pressão do óleo do motor estava muito baixa e logo logo teriímos que desligá-lo para evitar danos maiores. Fizemos em Salvador no TENAB uma manutenção, pois o motor já tinha apresentado o mesmo problema e, em Maceió, o mecânico chegou a dar uma olhada mas não notou nada de errado. Desligamos o motor em seguida, pois o alarme disparou e ficamos praticamente parados por umas 2 horas por falta de vento, mas log,o em seguida, ele voltou e se manteve firme até a chegada em Recife. Foi uma velejada e tanto. O Intuição navegou a 6,5 nós, rumo a Recife. À noite, o vento ficou bem fresco e como estávamos com a grande no 1º rizo, enrolamos a genoa e seguimos firme rumo a Recife. O mar e o vento se mativeram como na previsão que era de ondas de 2,5 a 3m  SE e ventos de 17nós SE passando a E. Os barcos que estavam subindo conosco e, por terem medidor de velocidade do vento, informaram que à noite, nas rajadas, o vento chegou a 30 nós. O Intuição mesmo nas rajadas estava muito bem equilibrado.

                      Morcegão
             


 
                                                                   


Edgar
                    Chegamos ao Cabanga às 08:00 depois de 126 milhas navegadas. Colocamos o Intuição numa vaga e agora é preparar para a REFENO e antes dar outra olhada no motor e ver se alguém resolve o problema.




INTUIÇAO - (pier do Cabanga)

abraço a todos
Comandante Chagas a bordo do Veleiro Intuição (Recife - Cabanga)



terça-feira, 14 de setembro de 2010

SEGUNDA FEIRA EM MACEIÓ

                     Segunda ficamos parados em Maceió, esperando uma boa janela para subir para Recife. A tripulação aproveitou o dia para conhecer a orla de Maceió e eu fui almoçar no Picui. Nossa! Fui esfaqueado no preço e não volto mais, hehehehehe. À noite, olhando a previsão, decidi não sair na terça, pois o vento e o mar não estavam para brincadeira, conforme os sites de previsão e aviso da Marinha do Brasil.

                                                   Celso (Ogros), Luis (Morcegão), Edgar (?)

                  A noite foi de muito vento e muita chuva. Quem saiu para o mar, deve ter pego um tempo muito ruim lá fora. Na madrugada às 02:10, Morcegão acordou gritando: "o bote caiu na água, o bote foi para a água!" Foi um corre-corre danado, pois o bote estava no convés e esquecemos de amarrá-lo bem. Aí, com o vento forte, muito forte, à noite  foi para a água, se afastando muito rapidamente. Sem perda de tempo, Morcegão tirou a camisa e pulou atrás do bote e rapidamente o alcançou, desvirando-o.  Retornou remando sem problemas. Shrurek, com toda a gritaria, não se mexeu do beliche. Ficou dormindo ou teve receio de ser escalado para pular na água kakakakakakak. Pela manhã, Morcegão correu para o chuveiro para tomar um bom banho. Ele foi o herói de hoje.
                                             Carlinhos, com sua canoa, sempre pronto a ajudar

                 Estamos de olho na previsão e, se tudo continuar como está, amanhã nós e outros veleiros aqui parados devemos seguir para Recife.

Abraço a todos
Comandante Chagas a bordo do Veleiro Intuição em Maceió rumo a Noronha

domingo, 12 de setembro de 2010

SALVADOR - MACEIO



                                                      
                                                           Retornando ao Aratu Iate Clube
                
                         No dia 07 às 06:00 saímos de Salvador (TENAB) em direção a Maceio, logo ao passar no banco de Santo Antonio o motor perdeu força e quando eu acelerava ele fumaçava e nao acelera e perdia potência. Preocupado pois ainda tinhamos 280 milhas pela frente resolvi retornar a Salvador e verificar o motor. Com essa mudança nos planos decidi  retornar a vela para o Aratu Iate Clube, onde teria melhor apoio de mecânico, outros serviço e uma boa tarifa na diaria do Intuição. Chegamos no Aratu por volta 12:00 e depois de um bom banho e de almoçar no Clube, voltei ao Barco para começar a verificar o que poderia ser feito e tentar identificar o que estava ocorrendo. Mesmo tendo olhado ainda no Mar, nao vi um galão de oleo que estava dentro de saco de supermercado que com as ondas saiu do seu compartimento e caiu junto da tomada de ar do motor, ocasionando o problema.
                                                             Parado no TENAB(Salvador)

                 Resolvi então retornar no mesmo dia para o TENAB para tentar sair na quarta. Durante esse trajeto que ten umas 14 milhas nauticas, o motor se comportou mutio bem, mas para minha surpresa a luz de pressão de Oleo acendeu, me deixando de  novo preocupado. Chegamos no TENAB às 20:00 e depois de jantar fomos dormir. Na quarta pela manhã decidi chamar um mecanico para dar uma avalidada no Motor para evitar surpresas pois seriam 280 milhas. O Carlos mecanico chegou rapido e identificou que por algum motivo o oleo estava muito fino, e orientou a trocar o oleo e colocar o manometro mecanico para acompanhar a pressão. Fui a cidade e providencie tudo e às 15:00 o barco tava pronto. Passamos a ver a previssão do tempo para sair na manhã seguinte (quinta).

                                                              Saindo do TENAB (Salvador)

                  Na quinta às 06:00 já estavamos navegando rumo a Maceio e logo depois de passar pelo banco de Santo Antonio o Mar estava de acordo com a previsão ou seja ondas de 2,0m e vento de 12 nós SE. Durante todo esse primeiro dia a velejada foi  muito boa e o Intuição cortava muito bem as ondas andando na casa  de 5,5 milhas. Chegando a noite rizamos a grande e colocamos na primeira forra de rizo e demos uma boa enrolada na genoa pois o vento ja estava bem fresco. Nesse primeiro dia não fizemos quarto de hora no leme, pois tinha muita gente querendocurtir e  tocar o barco hehheheh. Chegando a  noite por volta das 20:00, o Luis, que até o momento não teve chance na roda de leme assumiu e só largou praticamente ao amanhacer e foi a salvação da tripulação que estava cansada de um dia de velejada.

                                                           E o lindo por do SOL

                   Na manhã seguinte o mar e o vento continuavam que era uma beleza.Ligamos o motor para dar uma carregada nas baterias e para minha surpresa a temperatura subiu além do normal. Acordei Luis e partimos para a manutenção da bomba, pega caixa de ferramenta, abre tampa do motor, tira bomba, coloca bomba e nada, volta tudo de novo, etapa por etapa, até que voltou a funcionar sem problema. Com o barco navegando com ondas de 2,00 m não foi nada facil trabalhar no porão, Quando acabei e fui falar com Luis ele tinaha sumido da cabine e as ferramentas estavam dentro da mesa de navegação, acho que ele confundiu kakakakaka eta balanço para deixar qualquer um doido dentro da cabine. Nesse segundo dia o vento apertou e o Intuição velejou ainda mais rapido.

                                                            Mar e vento favoráveis

               No terceiro dia o vento apertou e as ondas subiram para uns 2,8 a 3,00 m, o que estava batendo com a previsão. O vento agora era leste e o Intuição aproveitava para  ganhar milhas e se aproximar de Maceio. Às 14:00 de sábado ja estavamos angorados numa poita que o Carlinhos nos arrumou na chegada.
               Todos a bordo passaram muito bem esses 2 dias e meio de mar e o Celso que dava sua primeira velejada Oceânica se comportou de forma brilhante, tocando o barco e  ajudando em todo que foi preciso. O Luis incansavél no turno noturno, deixando um bom tempo para a tripulação descansar, o Edgar sempre preocupado com  velocidade, regulagem das velas e previsão de chegada.
                                                            Luis agora conhecido como morcegão

                 Esse trecho foi perfeito, muito bom, velejada fantastica e graças a Deus e com a proteção de Iemanjá chegamos bem em Maceio. O Costa Leste que deixou para sair na sexta, retornou devido ao mau tempo na saída de Salvador e ainda não temos noticias se ja levantaram ferro rumo a Maceio. Como o tempo deu uma piorada estamos de olho na previssão para seguir para Recife, por enquanto sem data prevsista (previsão  saida na quarta).
                                                                         Celso Redes


                                                                               Edgar

                  Ao chegar em Maceio imaginamos dar aquele mergulho, mas sem condições o local da parada é muito precario e a para nossa surpresa a praia é muito suja ,mas suja mesmo, nunca tinha visto uma praia tão suja.

                                           Chegando enseada do porto (vila dos pescadores)

                                 local de desembarque na praia ( federação de vela de Maceio)
abraço a todos

Comandante Chagas 

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Salvador a Maceio

    Estamos saindo amanhâ (09/10/2010)  as 5 horas para Maceió,
aproveitamos a parada para fazer uma manutenção preventiva, instalando
uma sirene de alerta de temperatura do motor e pressão do óleo .

A previsão é de vento SE, E de 12 nós e ondas de SE com altura de 2,0 a 2,5.
mandaremos noticias.

Acompanhe on line em

http://share.findmespot.com/shared/faces/viewspots.jsp?glId=0Xm2C9uvOAlxc6CMoAhQG77YXtTVou1FV



Comandante  Chagas
Salvador onde estamos atualmente





Celso Redes


Luiz  primeiro oficial da tripulaçâo