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domingo, 4 de janeiro de 2015

REFENO 2104



REFENO 2014
IDA

Cheguei no Cabanga na noite de terça feira dia 23 e logo embarquei no veleiro Talento, um MJ 38 novinho, o qual tinha ajudado a trazer do Rio de Janeiro. Na quarta feira dia 24 pela manhã começamos a dar uma arrumada no barco, limpando a geladeira e preparando tudo para a chegada dos outros tripulantes.









 Na quinta chegou o Odilon, meu amigo e companheiro de velejada, e nos preparamos para a festa que teria mais tarde às 18:00 com o hasteamento das bandeiras dos estados participantes e do pavilhão Nacional.Essa festa que ocorre todos os anos durante a REFENO é muito bonita e nos deixa muito emocionados em ver tanta gente de fora participando da REFENO. Muita gente nem imagina o trabalho e os custos necessários para um veleiro do sudeste do Brasil poder participar da REFENO, uma logística bastante complexa.



Durante o hasteamento da bandeira, nosso amigo Ronaldo do veleiro Thimshel foi convidado a hastear a bandeira do estado do Rio de Janeiro. Como de costume, a Banda da Marinha deu um show com dobrados militares muito bonitos e entre eles a canção da Infantaria. Logo em seguida fomos para o jantar de confraternização da REFENO onde sempre aproveitamos para rever os amigos velejadores e suas mentiras sobre velejadas em mares tempestuosos. Vale dizer aqui que o jantar estava uma delícia.
No dia seguinte, sexta feira, foi dia de arrumação e compras para finalizar a preparação do barco para a largada que seria no sábado ao meio dia. Devido a maré, às 04:00 horas da manhã, a movimentação dentro da piscina do Cabanga era intensa com os barcos saindo para aproveitar a maré alta, pois no canal que leva ao PIC (Pernambuco Iate Clube) só dá para passar na maré cheia.
Chegamos bem cedinho na área de largada próximo do PIC e aproveitamos para tirar mais um cochilo. Aproveitamos para desembarcar e almoçar no PIC, um restaurante bom e com preço justo, e logo retornamos ao barco para iniciar os procedimentos de largada.Não demorou muito e logo subiu a bandeira do nosso grupo, indicando que tínhamos que fazer nosso check in. Seguimos na vela e no motor para a área do check in e fomos saudados pela centenas de pessoas que assistiam a largada no porto. Ao passarmos pela comissão: “Veleiro Talento, 6 tripulantes a bordo, confirme seu check in!”. O Comandante Pedro imediatamente confirmou Talento, 6 tripulantes a bordo. Seguimos para a área da largada e agora era só esperar para seguirmos rumo à Fernando de Noronha.
Assim que deu a largada, eu que não sou regateiro, pude notar que os dois tripulantes de Brasília estavam ali para ganhar de verdade e o ajuste das velas era um enrola genoa pra cá solta genoa pra lá, uma loucura! O MJ 38 é um belo barco e veleja muito bem. Avançamos rapidamente no contra vento para a boia em frente à Boa viagem e em pouco tempo já estávamos contornando-a. Esse final de sábado foi com muita chuva e o mar começou a subir deixando a velejada bastante desconfortável.
Durante toda a noite o Sérgio Vinicius e o Luís (regateiros de Brasília) ficaram ajustando as velas para melhorar o desempenho do Talento. Chegaram até a propor uma borda, que foi repelido de imediato pelo restante da tripulação. No domingo, o vento apertou um pouco e colocamos a grande no primeiro rizo o que deu mais conforto a bordo. O mar continuava bem grande e as ondas com mais de 2,5m.
Vários barcos foram desistindo da Regata e informando ao barco da Marinha do Brasil a desistência. Muitos estavam com problemas nos lemes e outros com problema nos estais. Na segunda bem cedinho já avistávamos a Ilha de Fernando de Noronha e cruzamos a linha de chegada às 09:30 horário local.
Chegar em Noronha velejando é fantástico! Só quem já foi tem o real entendimento do que falamos nos blogs sobre isso. Ver aquela ilha aumentando de tamanho até se montar a ponta da sapata é algo indescritível. Logo que fundeamos, o nosso amigo Ceará já nos avisou que tinha água disponível e que bastava chama-lo no canal 12 e pronto. Vale ressaltar que é um conforto sem igual ter água a bordo em Noronha.
Depois do desembarque dos tripulantes regateiros, demos uma boa geral no barco e começamos a planejar o que iríamos fazer durante a semana em Noronha, pois agora a volta é só no sábado para Natal. Eu e Odilon embarcaremos no Bepaluhê do nosso amigo Paulo Ribeiro, um veleiro de 41 pés em alumínio, projeto Cabinho.
Abraço a todos,
Comandante Chagas - Veleiro Intuição