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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Velejando de Maceió para Recife



VELEJANDO DE MACEIÓ PARA RECIFE





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Maceió - Recife

          Depois de verificar a previsão do tempo, decidimos que na manhã de quarta-feira saíramos rumo a Recife. Acordamos bem cedo na quarta e o Carlinhos levou o Lauriston para o veleiro Hermes, pois ele ia fazer essa travessia com o Enoc para ajudá-lo, tendo em vista o fato de sua esposa ter torcido o joelho e estar com muita dificuldade de andar. 



         Aproveitei que só sairíamos depois das 08:00h e fui para o fogão e preparei um arroz carreteiro de carne seca e deixei ele prontinho para o meu almoço e do Odilon.
      Ás 08:00h largamos a poita em Maceió e seguimos a vela e no motor até a altura de Ponta Verde, onde o vento leste e o mar maravilhoso já nos proporcionavam uma fantástica velejada. Logo no inicio, passou pela gente, que nem um foguete, o Veleiro Carcará, um delta 36 que também tava indo para Recife.


      O dia foi maravilhoso, uma velejada inesquecível e sempre acompanhada do veleiro Hermes, que ficou o tempo todo ao nosso lado, inclusive durante a noite. 
     O piloto funcionou perfeitamente e, com o vento de través,quase alheta o Intuição navegava a 6/ 6,5 nós... uma beleza!


       Na hora do almoço saboreamos um gostoso carreteiro que fiz pela manhã. Apesar da boa vontade do Odilon, só pescamos botas da Petrobrás e muito peixe sargaço.
       À noite tudo continuou as mil maravilhas, vento firme, mar bom e muita estrelas, não pegamos nem pirajá.


     Logo cedo já avistávamos Recife e também podíamos notar que o dia seria diferente, pois amanheceu com o céu muito escuro, dando sinal que teríamos muita chuva. Nesse momento já estávamos entrando em Recife. 
       No canal do porto, abaixamos as velas e seguimos para o Cabanga, e apesar da maré ainda subindo conseguimos passar pelo canal de acesso ao clube sem problemas.


    Paramos no pier e depois com a chegada dos funcionários, o Almir nos levou para um pier flutuante maravilhoso onde ficaram lado a lado o Intuição e o hermes.
Agora é arrumar o barco e preparar para a REFENO 2013.

Abraço e Bons Ventos a todos
Comandante Chagas


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ESTADA EM MACEIÓ


Estada em Maceió






          Chegamos em Maceió às 11:00h e logo conseguimos uma poita de um amigo da Associação de Vela e Motor, pois sua lancha estava no seco. Com isso, nossa ancoragem ficou bem tranquila. Aproveitamos e fomos em terra para almoçar e depois de procurar alguns self-servs. Fomos parar no Carne de Sol do Ipicuí (pertinho da associação), onde a comida estava uma delicia.
         Ao retornar ao barco, aproveitamos para dar uma geral. Nesse momento, estava chegando o Veleiro Hermes e ele também conseguiu uma poita bem perto do Intuição. A tripulação do Hermes (toda de Aracaju) desembarcou em Maceió e a esposa do Enoc, comandante do Veleiro Hermes, embarcou para ir com ele até Recife. Na terça pela manhã, demos uma boa arrumada no barco e voltamos a terra para almoçar e fazer as compras para na quarta de manhã seguir para Recife. Aproveitei e comprei uma luz de tope de Led e vou ver se consigo instalar em Recife.
No final da tarde de terça, chegou o veleiro Carcará, um delta 36 que também tava indo para Recife, e fomos convidados a jantar com  eles, pois na tripulação estavam o casal Nelson e Lucia, nossos amigos que conhecemos na nossa primeira passagem por Natal.
         O Enoc nos encontrou no final da tarde na associação e nos convidou também para um queijos e vinhos a bordo do Hermes. Aproveitei e falei com o comandante do Carcará e ficou decidido que todos então iriam para o Carcará.
Às 19:30h colocamos o bote na água e fomos para o veleiro Hermes e lá chegando fomos surpreendidos pela notícia de que a esposa do Enoc tinha sofrido uma forte torção no joelho e estava praticamente sem poder andar. Fiquei pensando como o Enoc faria a travessia apenas com sua esposa com esse problema no joelho. Conversando a bordo do barco, o Lauriston se prontificou a ir com o Enoc para poder ajudar na travessia. Minha tripulação, Lauriston e Odilon, foram até a praia de botinho para pegar um remédio que a farmácia tava levando para ser ministrado a esposa do Enoc. 
         Depois passamos no Carcará e informamos do ocorrido e que seria impossível o Enoc e a esposa irem até o Carcará. Fomos para o Intuição onde ajudamos o Lauriston a estudar a rota para Recife e demos dicas dessa travessia. Às 23:00h, já estava na minha cama para um merecido descanso e ficou acertado que saíramos sem estresse às 08:00h de quarta rumo à Recife.

Abraço a todos e Bons Ventos

Comandante Chagas




sábado, 21 de setembro de 2013

TRAVESSIA SALVADOR - MACEIÓ




TRAVESSIA  SALVADOR - MACEIÓ





                Na quinta pela manhã, cheguei em Salvador e fui para o Aratu Iate Clube, no caminho aproveitei que tava no táxi do Narciso e pedi para ele dar uma passada na Marina Aratu, pois tinha que passar na loja da regata para comprar uma nova luz de navegação de proa e os foguetes, tendo em vista que os meus estavam vencidos.

Logo em seguida, fomos para o Aratu e comecei a preparar o barco, pois pretendia sair no sábado bem cedo rumo a MACEIÓ. Durante todo o dia, foi um corre-corre danado, pois ainda tinha que instalar a minha geladeira elber que tinha chegado essa semana. O Telo, eletricista do Aratu, instalou a geladeira que funcionou muito bem no teste realizado. No meio da tarde, chegou o Lauriston, que ia fazer sua primeira travessia, travessia esta de 260 milhas.





O Lauriston logo começou a ajudar a preparar o barco, pois tinha muita coisa a ser feita. Comprei diesel e enchi os camburões que sempre levo presos ao guarda mancebo. Com o novo tanque de água pronto na proa, aumentei minha capacidade de água de 80 para 200 litros e agora não precisaria mais levar água em camburões.
Na sexta após o almoço, chegou o Odilon que eu já conhecia da REFENO do ano passado e que também subiria com a gente até Recife. A tarde continuamos os preparativos da viagem e ao final do dia tava tudo pronto, pois Odilon e Lauriston terminaram de fixar os bancos na targa de popa e eu estava curioso para ver se os bancos ficariam bons ou se tinha sido uma furada soldar eles naquela posição.



Fomos jantar mias cedo no restaurante do Aratu para não ter faina de ter que fazer comida a bordo e aproveitei para pegar as comidas que o Sr. Wilson, de bom grado, tinha guardado para a gente.
Durante o jantar, chegou nosso último tripulante, o Leo, dono de um Mod 30 em Angra.
Fomos para a barco, terminamos a arrumação e conversei pelo telefone com o Ivan que estava no TENAB a bordo do veleiro Hermes que iria subir junto com a gente. Ficou combinado a saída  às 04:00h e eles saíram às 06:00h do TENAB.

Nossa alvorada foi às 03:30h e às 04:30h estávamos saindo do Aratu rumo a Salvador.  Com vela mestra em cima e motor ligado fomos deixando o canal de aratu para trás e logo estávamos navegando na Baía de Todos os Santos rumo a boca da barra. 

A previsão do tempo tava muito boa com mar de 2,3 de SE e vento de 15 nós também de SE. Quando ainda estávamos no Canal de Aratu fui dar uma geral no motor e vi que o reservatório de água doce tinha se soltado da braçadeira que fixa a no motor, pois a braçadeira tinha quebrado. Rapidamente eu e o Odilon providenciamos braçadeiras de plásticos e fixamos a danada no lugar e tudo foi resolvido.

Na saída da boca da Barra, como sempre faço deixei o Banco de Santo Antônio por boreste e segui ainda com motor rumo a Itapuã. O mar ali tava bastante mexido e logo tirou um dos meus tripulantes de combate e deixou a navegada bastante desconfortável. Todo o sábado foi de chuva e com muito vento, contrariando totalmente as previsões e rondou para E ficando na nossa cara até Itapuã. Em Itapuã, as coisas começaram a melhorar e o vento apertou bastante com a passagem de vários pirajás. À noite, fizemos  os turnos dividindo por 3, pois um tripulante continuava muito enjoado e sem condições de fazer alguma coisa a bordo.

No domingo melhorou e o sol voltou a aparecer apesar dos pirajás ficarem mais frequentes e a gente ficou sempre atento para não ser pego de surpresa. Eu sempre dou uma enrolada na genoa quando um pirajá se aproxima, principalmente quando ele já vem de longe mostrando os dentes.

No final da tarde de  domingo, estávamos no través do rio Sergipe em Aracaju/SE, velejando bem rumo a Maceió e o GPS já dava a chegada para às 11:00h de segunda-feira.
Nosso tripulante continuou enjoado e sem condições de fazer alguma coisa a bordo. Odilon lembrou de soro caseiro e começamos a dar soro a nosso tripulante que começou a melhorar. Na segunda pela manhã, ele acordou bem melhor, disposto e conseguiu passar a manhã toda no cockpit.


O Léo estava sempre disposto a ajudar, mas sem descer dentro do barco, porque, segundo ele, ficaria igual ao nosso amigo, já bastante castigado pelo enjoo, e assim ficaria só eu e o Odilon para tocar o barco.
Às 11:00h estávamos pegando a poita em Maceió, poita que sempre que posso pego, para não ter que jogar ferro. Estava preocupado com a sujeira do local do fundeio, mas para minha surpresa a água tava limpinha.


Durante toda a travessia mantivemos contato por rádio e, algumas vezes, contato visual com o Veleiro Hermes do nosso amigo Enoc. Na noite de sábado para domingo eles foram pegos de surpresa por um baita pirajá o que lhes custou uma genoa totalmente rasgada.
O Veleiro Hermes chegou em Maceió ás 16:30h e conseguiu uma poita bem ao nosso lado.


Na terça ao final do dia, chegou em Maceió o veleiro Carcará  um Delta 36 com o casal Nelson e Lucia a bordo, e combinamos que sairíamos todos juntos na quarta pela manhã para Recife.

Abraço a todos e Bons Ventos
Comandante Chagas